Análise Antropológica e Social de uma Civilização Reprimida

domingo, 27 de julho de 2008

Ao que tudo indica, o conflito China X Tibet diminuiu sua intensidade e também perdeu o foco de atenção da mídia. Às vésperas das Olimpiadas, a calmaria que o tema abrangiu parece ocultar o que alguns meses atrás foi motivo de tanta preocupação e discuções. Mas em meio a tudo isso, não podemos deixar de lado os motivos que levam a este conflito de idéias, caracterizado por todo este conflito assistido pelo mundo nos últimos tempos.
Como já dissemos anteriormente, há uma diferença notável de características culturais entre a China e o Tibet, apesar de formarem, teoricamente, um grupo de estreitas relações sociais. Porém, a Antropologia demonstra facilmente que ainda há muito do conceito evolucionista e imperialista presente nesta relação, o que nota-se facilmente pelo etnocentrismo e determinismo biológico, ambos apresentados pela China em relação ao Tibet.
Seja por sua história ou pela sua forma de viver, o povo tibetano sofre constantemente com este preconceito, que defende o evolucionismo unilinear, afirmando que a civilização somente é alcançada com a unidade e supremacia da cultura mais "importante", "avançada".
Nota-se aqui uma grande apologia às idéias Darwinistas, onde o mais apto acaba sobrevivendo. E neste percurso, culturas diferentes acabam sendo menosprezadas, difamadas, ou em casos extremos, proibidas. O Tibet encontra-se em meio a uma situação onde, apesar de não ser proibida a manifestação de sua cultura, ela é boicotada, submetida à intervenção chinesa, perdendo sua liberdade e o verdadeiro teor cultural.
Não se sabe o que é certo ou errado, afinal em uma sociedade onde a maioria é educada segundo o Difusionismo, a famosa "Escola Cultural Americana", fica difícil pensar na possibilidade de defesa do etnocentrismo cultural. Porém, quando se trata de problemas culturais, não há como interferir. Tudo que podemos fazer é pensar em como agir e deixar que os próprios envolvidos cheguem a um consenso. Afinal, se lutamos a favor da liberdade cultural, devemos aceitar a própria liberdade de decidirem se querem ou não aceitar o que lhes oferecemos. O resto do trabalho depende apenas deles. Resta-nos apenas refletir e torcer para que o melhor aconteça para todos nós.
E que venham as Olimpíadas!

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